A Solidão que Muitos Missionários Enfrentam

A solidão do missionário é um dos temas menos falados quando se trata de missões transculturais, mas é uma realidade enfrentada por muitos servos de Deus no campo missionário. Quando alguém decide obedecer ao chamado de Cristo para levar o evangelho a outros povos, muitas vezes imagina os frutos do trabalho, as vidas alcançadas e a alegria de ver pessoas se rendendo ao Senhor. Porém, por trás dessa visão existe também um desafio profundo: o sentimento de isolamento.

No campo missionário, o missionário frequentemente precisa lidar com a distância da família, a ausência da igreja que o formou espiritualmente e a adaptação a uma cultura totalmente diferente. A barreira da língua, por exemplo, pode tornar as conversas simples em verdadeiros desafios, aumentando ainda mais a sensação de estar sozinho em um ambiente novo.

Outro ponto importante é a falta de companheirismo ministerial. Muitas vezes, na igreja de origem, o missionário estava cercado de irmãos experientes, líderes e cooperadores que compreendiam o ministério. Já no campo de missões, ele pode precisar começar praticamente do zero, trabalhando com pessoas que ainda estão aprendendo e que olham para ele como se tivesse todas as respostas.

Além disso, existem situações em que o missionário sente a falta de contato constante com a igreja que o enviou, o que pode gerar um sentimento de esquecimento. Somado a isso, muitos chegam ao campo com expectativas irreais, imaginando que o trabalho será rapidamente aceito ou que os resultados virão de forma imediata. Quando a realidade se mostra mais difícil, a solidão pode se tornar ainda mais evidente.

Mesmo assim, compreender essas dificuldades é fundamental para quem deseja se envolver seriamente na obra missionária. Saber que esses desafios existem ajuda a preparar o coração e a fortalecer a fé para permanecer firme no chamado de Deus.

Neste vídeo, compartilho reflexões e experiências reais sobre a solidão no campo de missões transculturais, mostrando fatores que muitos missionários enfrentam e que quase nunca são discutidos abertamente.

Se você tem interesse em missões, sente chamado missionário ou deseja entender melhor a realidade do campo missionário, vale a pena assistir ao vídeo completo logo abaixo. Ele pode trazer uma perspectiva importante sobre a verdadeira vida missionária.

Onde surgem as maiores oposições na obra missionária?

Na obra missionária, uma pergunta sempre surge no coração de quem decidiu obedecer ao chamado de Deus: por que aparecem tantas oposições justamente quando estamos tentando fazer a vontade do Senhor?

Neste vídeo, compartilho uma reflexão muito importante baseada em experiências reais vividas ao longo de anos no campo missionário. Algo que aprendi com o tempo é que quando Deus nos dá uma direção específica, quase sempre surgem oposições contra aquela palavra. Isso acontece porque o inimigo sempre tenta impedir aquilo que Deus quer realizar.

Mas existe um detalhe que muitos missionários descobrem apenas depois de algum tempo no ministério: as maiores oposições nem sempre vêm de fora da igreja. Muitas vezes elas surgem de dentro do próprio meio cristão. Pessoas bem-intencionadas, líderes ou irmãos podem, sem perceber, acabar lançando palavras que produzem dúvida, desânimo e confusão no coração de quem está tentando obedecer ao chamado de Deus.

No vídeo, também compartilho um testemunho pessoal marcante. Certa vez, depois de ajudar um pastor com material evangelístico, ouvi dele que eu estava “minguando meu ministério” por não abrir uma igreja grande. Aquela palavra entrou no meu coração como uma flecha e trouxe um grande desânimo. Por um momento, comecei até a questionar se realmente estava fazendo aquilo que Deus havia me chamado para fazer.

Foi então que busquei ao Senhor em oração, e Deus me trouxe uma palavra muito clara que mudou completamente minha perspectiva:

“O maior resultado que você pode ter é o evangelho no coração do pecador.”

Essa verdade me fez entender algo fundamental: o verdadeiro resultado da obra missionária não é o tamanho de uma igreja, a estrutura ou a posição ministerial. O maior resultado é quando o evangelho chega ao coração de alguém que ainda não conhece a Cristo, dando a essa pessoa a oportunidade de aceitar ou rejeitar a mensagem.

Se você é missionário, evangelista, pastor ou alguém que ama a obra de Deus, essa reflexão pode fortalecer muito o seu coração.

Assista ao vídeo completo logo abaixo e descubra de onde realmente vêm as maiores oposições na obra missionária e como permanecer firme na direção que Deus lhe deu.

Cuidado com o Coração: O Segredo para não Parar na Missão

No vídeo ao final deste post, compartilho uma das experiências mais intensas que já vivi no campo missionário. Existem momentos decisivos onde uma palavra tem o poder de ajustar nossa rota: ela pode fortalecer nossa visão no propósito do Senhor ou, infelizmente, tentar nos afastar da presença Dele.

O alvo principal desses ataques é sempre o nosso coração, o centro de todas as nossas decisões. O mais surpreendente é que, muitas vezes, o golpe vem de onde menos esperamos, através de pessoas que não deveriam se deixar usar como instrumentos de desânimo.

Essas situações são reais e perigosas. É um toque sutil, mas que tenta nos tirar completamente do centro da vontade de Deus. Se você é evangelista ou missionário transcultural, meu convite é para que você pare um instante e assista a este relato até o fim.

Gravei esse trecho em um momento comum do meu dia: levando meus filhos à escola. São 15 minutos de trajeto que transformo em oportunidade. Geralmente, a mensagem que Deus coloca no meu coração durante a meditação matinal queima tanto que preciso compartilhar com você enquanto dirijo.

Não digo isso apenas para que você veja o vídeo, mas porque a lição contida nele é uma das maiores que já recebi na vida. Tire um tempo para ouvir, absorver e proteger o que é mais precioso em você.

Cuide do seu coração com zelo e viva plenamente o propósito que o Senhor reservou para a sua caminhada.

Pense Nisso:

O inimigo conhece o propósito de Deus para sua vida e, por isso, ataca a sua base. Lembre-se: o que Deus falou sobre você vale mais do que qualquer crítica ou ataque.

“Acima de tudo o que se deve preservar, guarde o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)

Assista o Video

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VIDEO – Nossa visita a região de fronteira com Bolívia em Janeiro 2026

O relato da viagem a Corumbá vai além de um simples deslocamento geográfico; ele revela a importância estratégica das cidades de fronteira para o avanço da obra missionária. Corumbá, situada na divisa com a Bolívia, aparece como um ponto-chave tanto para questões documentais quanto para a logística do trabalho evangelístico transcultural.

Ao longo do vídeo, fica evidente como a cidade serviu, durante muitos anos, como base de apoio para missões na Bolívia. Foi ali que materiais evangelísticos vindos do exterior — inclusive em grandes quantidades e toneladas — puderam ser recebidos com menor custo, armazenados temporariamente e, depois, levados ao campo missionário. Essa prática demonstra como soluções criativas e estratégicas são fundamentais para sustentar a obra quando os recursos são limitados.

Outro ponto central é o papel das relações pessoais no avanço missionário. Contatos locais, como irmãos que ofereciam galpões, casas ou apoio logístico, foram essenciais para viabilizar a distribuição de literatura e materiais bíblicos. A perda desses contatos, seja por falecimento ou mudanças de contexto, mostra a necessidade constante de levantar novas parcerias e confiar na provisão de Deus para a continuidade da missão.

Neste vídeo eu também resgato a memória espiritual de Corumbá como um centro relevante de ensino bíblico e mobilização missionária. No passado, a cidade sediava grandes eventos de Escola Bíblica, atraindo ensinadores reconhecidos nacionalmente e formando obreiros preparados. Esse legado revela como cidades de fronteira podem se tornar polos de treinamento, envio e sustentação missionária.

A narrativa destaca ainda os desafios burocráticos enfrentados pelos missionários, especialmente no passado, quando documentação, vistos e legalizações exigiam longas viagens e dependência direta do apoio das igrejas. Mesmo hoje, a burocracia continua sendo um obstáculo real, exigindo planejamento, paciência e estrutura de apoio.

Por fim, a forte presença de bolivianos em Corumbá reforça o caráter intercultural da região. A convivência cotidiana entre povos diferentes evidencia oportunidades constantes para o testemunho cristão, o acolhimento e o alcance de vidas antes mesmo da travessia da fronteira. Assim, no video eu reafirmo que missões não começam apenas no campo distante, mas nas cidades estratégicas que servem como portas de entrada para as nações.

Intercessão Espiritual: A Chave para Missões Frutíferas

Você já sentiu que, às vezes, parece que está pregando para as paredes ou que suas orações batem no teto e voltam? Não é impressão sua: existe um ‘bloqueio de sinal’ espiritual tentando te parar. Mas a boa notícia é que a estratégia para vencer esse jogo já foi revelada.

No texto de hoje, vou expor — com base em algumas experiências reais que tivemos na Bolívia e, o mais importante, no que diz as Escrituras sobre o assunto e quero usar o que o profeta Daniel declarou.

Querido missionário, saiba que a oração é o seu maior trunfo para fazer missões e é o maio eficiênte para quebrar as barreiras que impedem o agir de Deus no campo de missões.

Pastor Peniel e Mina

O Poder da Intercessão e a Oposição Espiritual

Satanás se opõe às orações do povo de Deus mais do que a qualquer outra prática espiritual, pois conhece o poder e os resultados que se manifestam quando a Igreja decide clamar de forma unida por uma causa específica.

O apóstolo Paulo deixa claro que nossa luta não é meramente humana, mas espiritual, travada contra forças malignas que atuam nas regiões espirituais (Efésios 6:12). Por isso, a oração perseverante torna-se uma arma essencial na batalha espiritual, fortalecendo a Igreja e abrindo caminhos para a ação de Deus.

No campo missionário, ao entrar em um novo ambiente cultural, o obreiro frequentemente se depara com pessoas que vivem debaixo de opressões espirituais e influências malignas. Praticamente todo o ambiente está viciado pela influência maligna justamente pela falta da presença da Palavra de Deus.

Nessas realidades, o inimigo fará todo o possível para proteger suas fortalezas espirituais e manter vidas presas à cegueira espiritual, conforme Paulo afirma que o “deus deste século” tem cegado o entendimento dos incrédulos (2 Coríntios 4:4).

Peniel N Dourado, Oruro – Bolívia (2013)

Contudo, o missionário representa uma ameaça real às forças das trevas, pois não atua em sua própria autoridade, mas na autoridade que lhe foi concedida por Deus. Em Cristo, ele foi capacitado para triunfar sobre todo poder inimigo. A autoridade espiritual do missionário está firmada na vitória de Cristo sobre os principados e potestades (Colossenses 2:15).

Assim, o missionário no campo transcultural atua como um verdadeiro embaixador do Reino de Deus, chamado para cumprir fielmente as ordens do Rei. Paulo descreve essa missão ao afirmar: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio” (2 Coríntios 5:20).

Algum tempo atrás eu estava lendo um livro do Irmão André, observei que ele realizava as chamadas “viagens de reconhecimento”. Antes de atuar em uma localidade, ele a visitava para observar a movimentação do povo, as barreiras e as influências espirituais. Somente após retornar à base é que ele passava à etapa seguinte: orar especificamente pelos problemas que havia presenciado.

Estátua da Virgen de Socavon em Oruro – Bolívia

Experiência em Oruro, Bolívia

Eu mesmo apliquei essa estratégia pela primeira vez no ano de 2010 quando fomos visitar a cidade de Oruro, na Bolívia. Nas duas primeiras visitas, notei que o povo não reagia à exposição da Palavra. Ninguém pedia oração quando estávamos nas ruas pregando, não solicitava folhetos ou sequer reclamava do som do nosso megafone. A impressão era de que estávamos invisíveis.

Em três situações diferentes, obreiros de igrejas distintas me repetiram exatamente a mesma frase: “Pastor Peniel, ajude-nos, pois estamos cansados.” Era a mesma expressão, dita com o mesmo tom de voz. Quando ouvi essa frase pela terceira vez, meu coração bateu mais forte, e o Espírito de Deus me sinalizou que algo profundo e sério estava acontecendo no meio da igreja local da cidade de Oruro independente da denominação.

Fernando Sanches pregando na cidade de Oruro – Bolívia (2010)

Diante disso, retornei a Santa Cruz de la Sierra e entrei em contato com diversos líderes de grupos de intercessão na Bolívia, no Brasil e na Argentina. Alguns nomes já estavam em meu coração, e compartilhei com cada um deles a situação espiritual que a cidade de Oruro enfrentava. Nós mesmos nos entregamos à oração por aquela região, conscientes de que desejávamos ver resultados, mas sabendo que a batalha espiritual não seria fácil e que o inimigo não cederia terreno sem resistência.

Eram verdadeiros guerreiros de oração, que passaram a clamar por nossas vidas, pelo avanço do evangelismo e pelos habitantes de Oruro. E o resultado foi marcante: no terceiro trabalho de impacto que realizamos, mal conseguíamos pregar nas praças, pois as pessoas se formavam em filas pedindo oração. Muitos entregaram suas vidas a Cristo, enquanto outros se reconciliaram com o Senhor. Foi, sem dúvida, uma experiência impressionante e profundamente transformadora.

O Exemplo do Profeta Daniel

No livro do profeta Daniel, vemos claramente essa oposição maligna ao agir de Deus. O Espírito Santo deseja operar e transformar vidas, mas haverá resistência espiritual. Daniel ainda era jovem quando foi levado cativo para a Babilônia, em 605 a.C., mas Deus transformou o cativeiro em uma oportunidade para que ele ocupasse uma posição-chave no maior império da época.

Assim, Daniel foi usado por Deus por meio do dom de interpretação de sonhos, dom esse que, mais tarde, se manifestaria também em visões tão detalhadas sobre o futuro que muitos chegaram a questionar a autenticidade de seu livro. Ainda assim, a precisão dessas revelações confirma a ação soberana de Deus ao longo da história.

Grupo de evangelismo em Bolívia. Na foto, sainde de Cochabamba a Oruro (2010)

No primeiro ano do governo de Dario, Daniel compreendeu, pelas Escrituras do profeta Jeremias, uma revelação específica a respeito do tempo determinado para Jerusalém (Jeremias 25:13). Ao discernir as implicações espirituais dessa palavra, ele iniciou sua conhecida oração de intercessão. Daniel começou confessando seus próprios pecados — mesmo sendo reconhecido como um homem fiel entre os judeus — e passou a clamar pelo perdão e pela restauração de todo o povo.

“Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém […] ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto” (Dn 9:16-17).

Sua súplica tornou-se ainda mais intensa: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes…” (v. 19). Aqui aprendendo não apenas que devemos orar, mas como orar por uma determinada região.

Enquanto Daniel permanecia em oração, Deus enviou o anjo Gabriel, que revelou como o reino das trevas se opõe aos santos:

“Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras […] Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me” (Dn 10:12-13).

O anjo Gabriel ainda revelou a Daniel que a batalha espiritual continuaria, agora envolvendo o chamado “príncipe da Grécia”. Ele explica que o “príncipe do reino da Pérsia” não era um governante humano, mas uma força espiritual maligna que atuava por trás daquele império, influenciando seu desenvolvimento, suas decisões e todo o ambiente espiritual da nação (Daniel 10:13; Daniel 10:20).

Essa revelação deixa claro que, por trás dos impérios humanos, existe uma atuação espiritual invisível, mas real. A própria Escritura afirma que nossa luta não é contra pessoas, mas contra principados, potestades e forças espirituais do mal que operam nas regiões celestiais (Efésios 6:12).

Pastor Peniel Dourado fazendo a distribuição da Palavra de Deus escrita em Oruro, Bolívia

Ao olharmos para o cenário político de nossa nação e as demais nações, precisamos compreender que essa realidade espiritual infelizmente não mudou. Os principados continuam atuando, governando e influenciando povos e nações. Maus governos, administrações corruptas, leis perversas e uma sociedade cada vez mais inclinada ao pecado são reflexos dessa influência espiritual maligna. O apóstolo Paulo afirma que o mundo jaz sob influência espiritual contrária a Deus, sendo guiado por poderes que atuam na desobediência (Efésios 2:2).

Além disso, Paulo declara que o “deus deste século” tem cegado o entendimento dos incrédulos, impedindo que percebam a luz do evangelho (2 Coríntios 4:4). Essa cegueira espiritual contribui para a normalização da injustiça, da perversidade e da rejeição aos princípios de Deus, revelando a ação contínua de principados e demônios sobre sistemas, culturas e governos.

A cegueira espiritual faz com que cristãos fracos e sem discernimento aceitem a perversidade exposta por seus governantes. Muitos acabam votando e até defendendo governos corruptos, sem perceber as consequências espirituais de suas escolhas apenas olhando como uma participação cívica.

É importante lembrar que o voto dado pelo cristão deve ser consciênte e não apenas emocional, pois poderá ser usado por Satanás como uma forma de levar crentes enfraquecidos e desinformados a concederem legalidade à sua atuação maligna na região neutralizando suas orações.

Quando um crente vota e passa a apoiar determinado governo que trazem a bandeira satânica, ele acaba, de alguma forma, participando das decisões, da corrupção e das ações demoníacas associadas ao principado que atua naquela região. Essa participação nem sempre é consciente, mas revela falta de discernimento espiritual e de compreensão do conflito invisível que existe por trás das estruturas humanas.

Essa é uma das razões pelas quais muitas autoridades tentam limitar ao máximo a presença de missionários para não gerar influência. O missionário traz uma visão externa, livre de alianças locais, e carrega consigo a intercessão de homens e mulheres comprometidos com a oração. Sua presença atrai um verdadeiro mover de intercessão do povo de Deus, que enfraquece a atuação dos principados espirituais no local onde o trabalho missionário acontece.

Pastor Peniel Dourado e alguns dos evangelistas na cidade de Oruro, Bolívia

Voltando ao exemplo do profeta Daniel, vemos que anjos caídos resistiram ao mensageiro de Deus, o anjo Gabriel, porque Satanás não queria que a oração de Daniel fosse respondida. Foi necessário que o arcanjo Miguel viesse em auxílio de Gabriel. Daniel permaneceu em jejum e oração por vinte e um dias — exatamente o tempo da batalha espiritual necessária para que as forças de Deus prevalecessem.

Você percebe que uma verdadeira guerra por território espiritual foi desencadeada por causa da oração de um homem de Deus? Se Daniel tivesse se levantado para fazer política ou tentado mudar aquela realidade usando apenas armas humanas, que resultado teria alcançado? Provavelmente muito pouco.

Em vez disso, ele fez aquilo que todo homem e toda mulher de Deus podem fazer para gerar transformação real: orou, buscou a Deus e confiou na ação divina, que é a única capaz de produzir resultados verdadeiros no ambiente em que estamos inseridos.

Antes de Ir ao Campo, Dobre os Joelhos

Diante de tudo isso, entendemos que o verdadeiro campo de batalha das missões não começa nas ruas, mas no secreto da oração. Antes de estratégias e planos, existe um confronto invisível que só é vencido por homens e mulheres dispostos a dobrar os joelhos diante de Deus.

Daniel nos ensina que uma pessoa comprometida com jejum, oração e humilhação pode mover realidades espirituais e impactar cidades inteiras. A resposta divina pode parecer tardia aos olhos humanos, mas nunca chega atrasada. Desde o primeiro dia, Deus ouve o clamor sincero.

O desafio permanece: temos confiado apenas em métodos ou sustentado o avanço do Reino com intercessão perseverante? Se desejamos territórios transformados, igrejas fortalecidas e vidas restauradas, precisamos começar onde Daniel começou.

Video Sobre Missões

Eu vou colocar logo abaixo um vídeo onde eu conto sobre nossa experiência na cidade de Oruro. Assista e não deixe de compartilhar

Eu espero que você assista o video que eu coloquei logo acima. E também tenho uma playlist com vários outros testemunhos sobre a vida em missões. Se você quiser acessar a playlist CLIQUE AQUI

Deus te abençoe e continue orando por nossas vidas

Choque cultural reverso no serviço de missões transculturais

O choque cultural é um tema conhecido entre missionários que saem do seu país de origem para servir em outra cultura. O que muitos não sabem — ou quase não ouvem falar — é sobre o choque cultural reverso, que acontece quando o missionário retorna ao seu país depois de anos vivendo em outro contexto cultural.

Ao chegar ao campo missionário, é comum viver a chamada “lua de mel”. Tudo parece novo, empolgante e cheio de propósito. A língua, a comida, o povo e a cultura despertam entusiasmo. Porém, com o passar do tempo, surgem os desafios reais: documentação, imigração, burocracia, dificuldades financeiras e choques de valores culturais. Muitos missionários desistem exatamente nesse ponto, quando a emoção inicial acaba e a realidade aparece.

🔹 O impacto emocional do choque cultural

Com o tempo, o missionário começa a sentir o peso do distanciamento cultural. A falta do idioma materno, da convivência familiar e de referências conhecidas pode gerar confusão emocional. Em alguns casos, isso evolui para tristeza profunda e até depressão. Infelizmente, esse processo ainda é pouco falado e pouco ensinado nas igrejas e secretarias de missões.

🔹 O choque cultural reverso: quando voltar também dói

O choque cultural reverso acontece quando o missionário retorna ao seu país de origem e percebe que já não se sente totalmente pertencente àquela realidade. Depois de anos vivendo outra cultura, o retorno não é simples. O ambiente, os costumes, a forma de pensar e até o ritmo de vida causam estranhamento.

No relato, esse choque foi vivido pela esposa e pela filha após anos convivendo diariamente com a cultura boliviana. A ausência do idioma espanhol, da convivência com o povo local e do ambiente missionário gerou isolamento e tristeza. O retorno não foi férias, mas uma transição profunda e desafiadora.

🔹 Como lidar com esse processo

Uma das formas de enfrentar o choque cultural reverso é não ignorar os sinais. Isolamento, desânimo e dificuldade de adaptação precisam ser observados com cuidado. Atividades simples, como sair de casa, caminhar, visitar familiares e manter contato com a cultura anterior, ajudam no processo de readaptação.

Um ponto importante foi a transição gradual vivida no passado: antes de assumir definitivamente o campo boliviano, houve um período de adaptação na fronteira, o que facilitou o processo. Da mesma forma, o retorno ao Brasil exigiu tempo, paciência e compreensão.

🔹 Um alerta à igreja e aos líderes

Pouco se fala sobre o choque cultural reverso. Muitos missionários retornam depois de 20 ou 30 anos no campo e encontram igrejas despreparadas para acolhê-los emocionalmente. O missionário não perde sua fé, mas precisa de apoio para se reorganizar internamente.

Falar sobre esse tema é essencial para preparar melhor aqueles que vão, os que permanecem e os que um dia voltarão do campo missionário.

Neste lugar Deus nos mostrou o que deveríamos fazer em missões

Vlog pela cidade de Corumbá, região de fronteira com Bolívia. Neste vídeo eu mostro um pouco a região do porto da cidade de Corumbá e conto alguns testemunhos de quando nós fomos a Bolívia em 2006.

Espero que você assista e nos ajude compartilhando. Não esqueça de deixar seu like em nosso video

Viagem missionária a Corumbá e Bolívia

Mais um vídeo da nossa jornada missionária! Desta vez, registro nossa ligeira passagem pela Serra da Bodoquena até a chegada em Corumbá.

Ao chegar em Corumbá, aproveitei o início da manhã, com o clima fresco e as ruas tranquilas, para buscar o pão para o cafe da manhã e compartilhar algumas reflexões. Como alguém que nasceu aqui, mas vive fora, conto como vejo a realidade atual da cidade de Corumbá.

Corumbá é um ponto estratégico para o trabalho de missões e para tantos irmãos que seguem em direção à Bolívia, Chile e Peru. Espero que você goste de conhecer um pouco mais dessa região tão importante para o nosso propósito no serviço de missões.

Assista, compartilhe e deixe seu comentário!

Seja um Mobilizador: Compartilhe Missões

Nossos estudos sobre missões têm edificado sua vida? É difícil encontrar clareza sobre o cotidiano missionário em sermões ou literaturas convencionais, mas este é nosso alvo através das postagens em nosso blog.

Assim, priorizamos expor a realidade da vida em missões com seriedade e transparência. Torne-se um multiplicador dessa causa!

Encaminhe nosso material para aquele irmão que deseja servir ao Senhor e apresente a ele nossas postagens e o canal no Youtube Peniel Dourado. Vamos expandir esse alcance juntos?

Tentar fazer o tabalho de missões sozinho

Sabe por que muitos projetos morrem cedo? Pela barreira da centralização. Começar com o que você tem é louvável, mas querer fazer tudo sozinho é limitar o Reino. Quando o trabalho cresce, os custos sobem e a demanda aperta. Se o missionário não tiver parceiros, ele esgota e para.

Para um projeto ser saudável, ele precisa de duas “pernas”: o desenvolvimento do trabalho (o campo) e a manutenção (o suporte). Se você espera que um empresário rico caia do céu ou que seu pastor resolva tudo, você já colocou um limite na sua missão. O segredo do Rogério foi abrir o jogo com a igreja, mostrar o que já estava sendo feito no pouco e convidar outros para somarem forças.

Assista o vídeo que coloquei acima onde o irmão Rogério conta sua experiência e como o trabalho de apoio aos evangelistas tem sido desenvolvido

Missões e Evangelismo